Coelho, Edmundo Campos As Profiss~oes Imperiais: Medicina, Engenharia E Advocacia No Rio de Janeiro, 1822-1930 9788501056535 Editora Record 01/01/1999

			Coelho, Edmundo Campos	As Profiss~oes Imperiais: Medicina, Engenharia E Advocacia No Rio de Janeiro, 1822-1930	9788501056535	Editora Record	01/01/1999
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Coelho, Edmundo Campos As Profiss~oes Imperiais: Medicina, Engenharia E Advocacia No Rio de Janeiro, 1822-1930 9788501056535 Editora Record 01/01/1999   <p> Em 1844 o Rio de Janeiro já contava com 19 lojas de modas (proprietárias francesas em sua maioria), 10 lojas de charutos, 5 lojas de rapé, 10 livrarias, 14 lojas de chá e 15 lojas de calçados, embora a grande maioria da população fosse miserável, analfabeta e andasse descalça. Melhor estava a corte em 1865, pois então havia mais professores de piano e de canto do que dentistas e engenheiros: 74 contra 19 e 27, respectivamente. </p> <p> O ensaio de Edmundo Campos Coelho, professor e pesquisador do IUPERJ/ UCAM, poderia ser apresentado como uma obra escrita para sociólogos e historiadores ou um excelente livro de referência para as estantes de médicos, engenheiros e advogados, se o sociólogo não tivesse atingido, em seu ofício, a maturidade plena. Partindo de uma minuciosa pesquisa sobre as três profissões mais conceituadas do período imperial, o autor não fica circunscrito à análise do tema principal, mas monta um painel da sociedade brasileira - da Independência à Revolução de 1930 - e amplia sua cartela de leitores. Não se trata de um texto teórico, expositivo, escrito por um sociólogo conceituado. O escritor também se faz presente nos comentários paralelos, ora irônicos, ora críticos, e nos relatos surpreendentes sobre corporativismos profissionais e privilégios de classe no tempo dos imperadores, da República Velha e no pós 1930, quando "a regulação profissional moldou para as profissões de nível superior o estatuto de uma verdadeira aristocracia ocupacional". </p> <p> As Profissões Imperiais soma aos parâmetros do ensaio uma narrativa atraente, liberta das amarras acadêmicas e das molduras conceituais, que não fica limitada ao espaço do Rio de Janeiro, à corte dos dois Pedros, às oligarquias da República Velha ou às transformações geradas pela era getulista, mas usa como contraponto as estruturas das sociedades européias - inglesa, francesa e alemã - e americana, fazendo um paralelo entre o Estado "laissez-fairiano", que beneficia os direitos individ[...]